Apresentação


BIBLIOTECANDO EM TOMAR 2026

Pelo décimo sexto ano consecutivo, realizar-se-á nos dias 8 e 9 de maio na cidade templária que lhe dá nome, o festival literário Bibliotecando em Tomar, que tem como presidente da Comissão de Honra o Doutor Guilherme d’ Oliveira Martins, numa organização conjunta das seguintes instituições: Agrupamento de Escolas Nuno de Santa Maria, Agrupamento de Escolas Templários, Câmara Municipal de Tomar, Centro de Formação ‘’Os Templários’’, Centro Nacional de Cultura, Instituto Politécnico de Tomar e Rede de Bibliotecas Escolares. Este ano será homenageado o escritor Valter Hugo Mãe, um autor com uma vasta, multifacetada e premiada obra, que será analisada e interpretada por especialistas e leitores.

Mantendo a tradição, no encerramento da edição do ano passado, foi enunciado o tema em torno do qual os debates deste ano se centram, «Entre o natural e o construído», propondo-se examinar as tensões dialógicas entre essas duas realidades, o modo como mutuamente se interpenetram, se confrontam e se redefinem.

A relação entre o ser humano e os territórios – sociais, culturais, afetivos, políticos – que percorre nunca foi de mera dominação ou contemplação passiva. Como nos recorda Michel de Certeau em l’invention du Quotidien (1980), «l’espace est un lieu pratiqué», argumentando que cada território se forma através dos gestos, percursos e apropriações daqueles que o atravessam. As nossas construções — sejam elas físicas, sociais ou simbólicas — emergem sempre de uma relação dialógica com os territórios que habitamos, entre o natural e o que construímos.

No tempo presente, esta reflexão ganha novos contornos com a emergência da inteligência artificial e das tecnologias digitais, que vieram abalar as nossas conceções tradicionais de «natural» e de «construído». No seu estudo La technique et le temps (1994), o filósofo francês Bernard Stiegler introduz o conceito de «tecnologia», entendido como uma forma de memória. Defende que toda a tecnologia não é simplesmente um conjunto de ferramentas, mas um aspeto fundamental da identidade humana, profundamente enraizado no nosso desenvolvimento histórico. Se o homem inventa a tecnologia, a tecnologia inventa o homem, sugerindo que as ferramentas criadas se constituem, por sua vez, como recriadoras dos seus criadores. Mais recentemente, Gérard Bronner, num estudo paradigmaticamente intitulado À l’assaut du réel – Vers la post-réalité? (2025), alerta para os perigos que corre o real, suplantado pelo construído. O autor considera que as sociedades modernas enfrentam desafios crescentes na compreensão da realidade, marcada por uma supremacia do desejo individual em detrimento da aferição e certificação, originando distorções, simplificações ou mesmo a negação de factos estabelecidos, em que as redes sociais e uma profusa divulgação de relatos divergentes e versões alternativas assumem papel principal.

Este encontro pretende ser um espaço de partilha e de escuta, onde diferentes perspetivas se cruzam— da literatura às artes plásticas e visuais, da política social às preocupações ecológicas, da inteligência artificial à inteligência natural — para, em conjunto, refletirmos acerca das tensões explícitas e implícitas entre o natural e o construído. Num belíssimo texto, Valter Hugo Mãe fala-nos do lugar central das bibliotecas na construção de cada indivíduo. Diz o autor: «As bibliotecas são como aeroportos. São lugares de viagem. Entramos numa biblioteca como quem está a ponto de partir.» (Jornal de Letras, Artes e Ideias, maio de 2013). Nestes dois dias, também este evento, dando pleno significado à sua nomeação, procura ser o local de embarque para viagens mediadas pelos nossos ilustres convidados.

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Programa

Atividades paralelas

Quinta 07 de Maio de 2026

Nuno Garcia Lopes


Atividades paralelas

Quinta 07 de Maio de 2026

Nuno Garcia Lopes


Receção aos participantes

Sexta 08 de Maio de 2026


09h00

Sessão de abertura

Sexta 08 de Maio de 2026


09h30

Conferência de abertura

Sexta 08 de Maio de 2026

Guilherme d'Oliveira Martins


“O romance entre o natural e o construído”
10h00
Carlos Reis

Pausa para café

Sexta 08 de Maio de 2026


Pausa para café
10h45

Prémio Bibliotecando em Tomar 2026 – Valter Hugo Mãe – Apresentação e entrega do prémio

Sexta 08 de Maio de 2026

Guilherme d'Oliveira Martins


Prémio Bibliotecando em Tomar 2026 - Valter Hugo Mãe -Apresentação e entrega do prémio
11h15
Rita Gaspar Vieira
Valter Hugo Mãe

Almoço

Sexta 08 de Maio de 2026


«Os livros são casas de papel. Cada página é um tijolo de inteligência e de sonho.» Contos de cães e maus lobos

Sexta 08 de Maio de 2026

Guilherme d'Oliveira Martins


15h00
Pilar del Rio
Fátima Vieira -
Maria do Rosário Pedreira

Debate


Debate

Pausa para café

Sexta 08 de Maio de 2026


Pausa para café
16h30

«Eu sei que amo os livros porque eles são a demora do tempo.» Educação da tristeza

Sexta 08 de Maio de 2026

Guilherme d'Oliveira Martins


Debate

Sexta 08 de Maio de 2026


Debate

Atividade paralela

Sexta 08 de Maio de 2026

“Criasons - Encontros em Diálogo” com Valter Hugo Mãe, Yuri Marchese (guitarra) e Nuno Garcia Lopes, Musicamera Produções, Auditório da B.M.Tomar


«somos plurais pela graça dos ecrãs, pela graça de dispositivos eléctricos que nos instalam numa cidadania cada vez mais virtual» Educação da tristeza

Sábado 09 de Maio de 2026

António Manso


Tecnologias digitais e inteligência artificial: que papel no diálogo entre natural e construído?
09h30
Alexandre Castro Caldas
Arlindo Oliveira
José Borbinha

Debate


Debate

Pausa para café

Sábado 09 de Maio de 2026


Pausa para café
11h00

«Só existe a beleza se existir interlocutor» A desumanização

Sábado 09 de Maio de 2026

Célia Bonet


O território como lugar praticado: tensões e diálogos
11h15
José Alho
Luísa Schmidt
Sandra Cardoso

Debate

Sábado 09 de Maio de 2026


Debate

Almoço: Congresso da Sopa

Sábado 09 de Maio de 2026


Congresso da Sopa
12h45
Todos os participantes no BIbliotecando em Tomar - Família Bibliotecante

«O que nos falta é sermos capazes de imaginar melhor.» a máquina de fazer espanhóis

Sábado 09 de Maio de 2026

Francisco Sobral do Rosário


Aproximação da realidade através da arte e da IA
15h00
Bernardo Duque Neves
Rita Castro Neves
Daniel Moreira

Debate


Debate

Pausa para café

Sábado 09 de Maio de 2026


Pausa para café
16h30

«Quem lê, vive em muitas casas ao mesmo tempo.» Contos de cães e maus lobos

Sábado 09 de Maio de 2026


A escrita literária - espaço privilegiado da revelação pragmática dos sonhos do Homem
16h45
José Gardeazabal
Rui Couceiro

Debate

Sábado 09 de Maio de 2026


Debate

Sessão de encerramento

Sábado 09 de Maio de 2026


18h00

Intervenientes


Organização

Inscrições


Caro/a Bibliotecante,

A  XVI.ª edição do Bibliotecando em Tomar aproxima-se. Decorrerá nos dias 8 e 9 de maio, no Auditório da Biblioteca Municipal de Tomar, subordinado ao tema "Entre o Natural e o Construído".
A presente iniciativa, de reconhecido interesse pedagógico e cultural, contará este ano com a homenagem ao escritor Valter Hugo Mãe, constituindo-se como uma oportunidade relevante de enriquecimento profissional e partilha de práticas educativas.
Informa-se ainda, que o evento funcionará como Ação de Curta Duração (ACD), estando previstas quatro ACD, certificadas pelo Centro de Formação de Associação de Escolas “Os Templários”.
A inscrição tem um valor de 10,00€, podendo ser liquidada em numerário, no Centro de Formação "Os Templários", na Secretaria do Agrupamento de Escolas Nuno de Santa Maria, ou ainda por transferência bancária para o NIB: PT50 0035 0813 00057587230 22 (Agrupamento de Escolas Nuno de Santa Maria). Este valor dá acesso aos atividades paralelas programadas, nos dias 7 e 8 de maio e ao Congresso da Sopa, no dia 9 de maio.
Poderá fazer a sua inscrição através do link: https://forms.gle/mxUNU8q7X1HskvJ16


Comissões


COMISSÃO DE HONRA

Guilherme d'Oliveira Martins (Presidente), Centro Nacional de Cultura

Judite Calado, Diretora do Agrupamento Nuno de Santa Maria 

Paulo Macedo, Diretor do Agrupamento de Escolas Templários

Tiago Carrão, Presidente da Câmara Municipal de Tomar

Bruno Gomes, Presidente da Câmara Municipal de Ferreira do Zêzere 

Luís Albuquerque, Presidente da Câmara de Ourém

Sara Bento Moucho, Diretora do Centro de Formação ''Os Templários''

Maria Calado, Centro Nacional de Cultura

João Freitas Coroado, Presidente do Instituto Politécnico de Tomar

Maria João Filipe, Coordenadora da Rede de Bibliotecas Escolares

Diogo Alves, Diretor do Agrupamento de Escolas Conde de Ourém

Cláudia Campos, Diretora do Agrupamento de Escolas de Caxarias

Lina Serra, Diretora do Agrupamento de Escolas de Ferreira do Zêzere

Sandra Pimentel, Diretora do Agrupamento de Escolas de Ourém  

António Carlos Godinho, Professor Bibliotecário aposentado do Agrupamento de Escolas Templários 

Maria Celeste de Sousa, Professora aposentada, antiga diretora do Agrupamento de Escolas Nuno de Santa Maria 

 

 

COMISSÃO ORGANIZADORA

Agripina Carriço Vieira, Consultora

Graça Barão, Rede de Bibliotecas Escolares

Graça Quádrio, Agrupamento de Escolas Templários

Maria Luísa Nunes, Agrupamento de Escolas Nuno de Santa Maria

Sara Bento Moucho, Centro de Formação “Os Templários”

Sofia Silva, Instituto Politécnico de Tomar

Sónia Bastos, Câmara Municipal de Tomar

Teresa Tamen, Centro Nacional de Cultura

 

COMISSÃO CIENTÍFICA

Agripina Carriço Vieira

Célio Gonçalo Marques

Cristina Azevedo Tavares

Graça Barão

Sara Bento Moucho

Marco Daniel Duarte

Maria Fernanda Mateus

 

COMISSÃO TÉCNICA

Coordenação Gráfica: Regina Delfino, Rui Proença, TECHN&ART, Instituto Politécnico de Tomar

Coordenação Técnica: Sofia Silva, Manuela Sofia Silva, TECHN&ART, Instituto Politécnico de Tomar

Coordenação Geral da Gestão de Painéis: Nuno Garcia Lopes, Câmara Municipal de Tomar 

Coordenação Informática: Centro de Informática e Sistemas do Instituto Politécnico de Tomar

Design Gráfico: Beatriz Cotrim, Instituto Politécnico de Tomar

Fotografia: Ana Rita Tavares Marques, André Araújo, Denis Dron, Inês Araújo, Maria Evaristo, Instituto Politécnico de Tomar

 Programação: Centro de Informática e Sistemas do Instituto Politécnico de Tomar

 

SECRETARIADO

Cristina Tomé Velho

Maria de Jesus Cartaxo

Mónica Marques

Neuza Madureira

Patrícia Costa

Sandra Vieira

 

APOIO

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Localização


 


Alojamento e Restauração



Livro do encontro



Edições anteriores

Centros e Periferias: Um diálogo necessário
Da hostilidade à hospitalidade: um caminho de paz
Margem e Caminho – Leituras da Fronteira
Memória, Esquecimento e Inovação: Leituras de sempre
Ética & Estética: leituras possíveis
Utopias & Distopias: leituras das de ontem e de hoje
Bibliotecando em Tomar
LEITURAS DE ABRIL
Leituras de lendas e mitos
Das leituras de viagem e das viagens das leituras
Identidade e alteridade
Leituras Lusófonas
Encontro de Reflexão

Diálogo de Valter Hugo Mãe com os alunos das escolas de Tomar

Diálogo de Valter Hugo Mãe com os alunos das escolas de Tomar

Exibição do filme De lugar nenhum de Miguel Gonçalves Mendes - Diálogo de Valter Hugo Mãe com os leitores

Exibição do filme De lugar nenhum de Miguel Gonçalves Mendes– Conversa com Valter Hugo Mãe e os leitores, Auditório da B.M.Tomar
Entrada livre

Diálogos em torno da obra de Valter Hugo Mãe

Diálogos em torno da obra de Valter Hugo Mãe

Diálogos em torno da obra de Valter Hugo Mãe

Diálogos em torno da obra de Valter Hugo Mãe

“Criasons - Encontros em Diálogo” com Valter Hugo Mãe, Yuri Marchese (guitarra) e Nuno Garcia Lopes, Musicamera Produções, Auditório da B.M.Tomar

Valter Hugo Mãe

Valter Hugo Mãe

© Ana Esteves Brandão

Guilherme d'Oliveira Martins

Guilherme d'Oliveira Martins

Guilherme d’Oliveira Martins (n. Lisboa, 1952)

Presidente do Grande Conselho do Centro Nacional de Cultura

Licenciado e Mestre em Direito. Professor Universitário Convidado

Doutor Honoris Causa pela Universidade Lusíada, pela Universidade Aberta e

pela Universidade de Lisboa (ISCSP)

Sócio Correspondente da Academia Brasileira de Letras – Cadeira 20

Presidente da Assembleia Geral da World Monuments Fund (desde 2023)

Presidente do Conselho Geral da Universidade Aberta (desde 2025)

Presidente do Conselho Consultivo do Banco do Fomento (2024-2026).

Administrador Executivo da Fundação Calouste Gulbenkian (2015-2025).

Presidente do Conselho Fiscal da Caixa Geral de Depósitos, S.A. (2016-2021).

Presidente do Tribunal de Contas (2005-2015). Nos Governos de Portugal foi, sucessivamente, Secretário de Estado da Administração Educativa (1995-1999), Ministro da Educação (1999-2000), Ministro da Presidência (2000-2002) e Ministro das Finanças (2001-2002). Presidente da SEDES - Associação para o Desenvolvimento Económico e Social (1985-1995) e Vice-Presidente da Comissão Nacional da UNESCO (1988-1994). Presidente da Comissão do Conselho da Europa que elaborou a Convenção de Faro sobre o valor do Património Cultural na sociedade contemporânea [Faro, (Portugal) 27 de outubro de 2005]. Presidente da EUROSAI – Organização das Instituições Superiores de Controlo das Finanças Públicas da Europa (2011-2014) e Presidente do Conselho de Prevenção da Corrupção (2008-2015). Foi Coordenador Nacional do Ano Europeu do Património Cultural 2018.

Autor de diversas obras, entre as quais: Oliveira Martins, Uma Biografia (1986); Ministério das Finanças, Subsídios para a sua História no Bicentenário da Secretaria de Estado dos Negócios da Fazenda (1988); Escola de Cidadãos (1992); O Enigma Europeu (1994); Educação ou Barbárie? (1999); O Novo Tratado Constitucional Europeu (2004); Portugal, Identidade e Diferença – Aventuras da Memória (2007; 2ª ed. 2008; 3ª ed. 2015); Património, Herança e Memória – A Cultura como Criação, 2009, 2ª ed. 2011; Mounier: O Compromisso Político, de Guy Coq (tradução e prefácio), 2012; Na Senda de Fernão Mendes – Percursos Portugueses no Mundo, 2014, 2ª ed. 2015; " Ao Encontro da História - O Culto do Património Cultural " (2018); " A Cultura como Enigma (2023).

Carlos Reis

Carlos Reis

Carlos Reis é Professor Catedrático Jubilado da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e uma das mais destacadas figuras dos estudos literários em Portugal. Foi Reitor da Universidade Aberta e Diretor da Biblioteca Nacional de Portugal. A sua investigação centra-se na teoria da narrativa e na literatura portuguesa moderna, com especial enfoque em Eça de Queirós.
É autor de uma vasta obra crítica e ensaística, destacando-se títulos como Dicionário de Narratologia (com Ana Cristina M. Lopes), O Conhecimento da Literatura, Estudos Queirosianos, Eça de Queirós e o Realismo e a coordenação da História Crítica da Literatura Portuguesa.

Título

O romance entre o natural e o construído

 

Rita Gaspar Vieira

Rita Gaspar Vieira

Rita Gaspar Vieira (Leiria, PT, 1976)

Artista visual, investigadora e professora universitária. Doutorada em Belas Artes – Desenho e Mestre em Teorias da Arte, na F.B.A.U.L. (Lisboa), onde se licenciou em Artes Plásticas - Pintura. É professora Coordenadora no I.P.T. (Tomar) e Professora Auxiliar Convidada no Colégio das Artes (Doutoramento de Arte Contemporânea), na Universidade de Coimbra.

Membro Integrado do Centro de Investigação Techn&Art - Centro de Tecnologia, Restauro e Valorização das Artes, do I.P.T. e Membro Colaborador no CEIS20/U.C. - Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX, da Universidade de Coimbra. É membro do Conselho Técnico Científico da E.S.T.T. (I.P.T.) e do Conselho Científico da Fundação Bienal de Arte de Cerveira (V.N.C.). Assegurou a direção artística do Centro de Artes Villa Portela, em Leiria (PT) aquando da sua abertura.

 Título

Limite que vem

 Resumo

Nesta comunicação, Rita Gaspar Vieira apresenta a obra Limite que vem, como expressão plástica e visual da contingência de lembranças e memórias relativas ao fazer diário e ao consumo a ele associado. A artista situa a problemática entre o natural e o construído, atendendo ao valor dos recursos naturais, ao desperdício dos mesmos e também à necessidade de consciência do seu limite. À condição quotidiana de ‘seguir vivendo’, contrapõe a gestão diária de uso, consumo e desperdício de recursos, destacando aqui a água, o espaço e o próprio tempo, para tal, a artista recorre ao desenho como lugar de questionamento e contraponto entre um fazer artesanal, no qual a mão toca, cuida e mima cada objeto e a massificação da produção industrial de papel. Relevante, será ainda ao recordar quem somos, perceber o que faremos ...

 

Outros notas

Exposições individuais (seleção):

- 25 de abril, Sala Aquário, Ateliê Fidalga, São Paulo, BR (2025);

- O rio anterior a nós, Galeria do Parque, Vila Nova da Barquinha, PT (2025);

- Água Viva, Galeria Salgadeiras Arte Contemporânea, Lisboa, PT (2024);

- FinisTerra 1, 1 and 1, Museus Geocienciais Inst. Superior Técnico, U. Lisboa, PT (2022);

- Sobrevoo, Galeria Belo-Galsterer, Lisboa, PT (2022);

- Com a mão cheia de pó – Galeria Belo-Galsterer, Lisboa, PT, curadoria Ana Rito (2020);

- Projecto Sobrecapa/ ação performativa, Arco Madrid -Umbigo Magazine, Madrid, ES (2019);

- Projecto Liberti – Diálogo#6,– parc. Umbigo Magazine/Museu de Leiria, Leiria, PT (2019);

- Colorido pelo sol, Museu Soares dos Reis, Porto, PT, curadoria Fátima Lambert (2019);

- Simpósio, Appleton Square, Lisboa, PT, curadoria Sérgio Fazenda Rodrigues (2018)

- Voo Raso, Atelier Fidalga, São Paulo, BR, curadoria Lola Fabres (2018)

- O Caminho das Formigas, Galeria Andrea Rehder, São Paulo, BR (2018)

- Trabalho do Lado, Ateliê Shirley Paes Leme, São Paulo, BR (2017)

- Murmúrio da Semelhança, Fund. Port. Comunicações/Gal. Bessa Pereira, Lisboa, PT (2016);

- Voyage autour de ma chambre, Projeto Q22, Colégio das Artes da Univ. Coimbra, PT (2016);

- Ocupar/Habitar, Museu Moinho do Papel, Leiria, PT (2016);

- R/C Esq., Avenida de Madrid 11, Lisboa, PT (2015);

- Linha D'Água, Museu Santa Clara-a-velha, Coimbra, PT, curadoria Andreia Poças (2014);

- Lugar Casa, Círculo de Artes Plásticas de Coimbra, Coimbra, PT, cur. Andreia Poças (2014);

- Marca D’Água #1, projeto digital para Empty Cube, curadoria João Silvério (2014);

Exposições coletivas (seleção):

- O tempo maior que o tempo: Rita Gaspar Vieira e Paula Prates, Pavilhão Branco do

Museu de Lisboa / EGEAC, Lisboa Cultura (curadoria de Ana Anacleto) (2025-26);

- Um olhar itinerante – Obras da Coleção Fundação PLMJ, B.A.G., Leiria (curadoria de João

Silvério) (2025);

- Peninsulares – 5ºs Encontros Ibéricos de Arte Têxtil Contemporâena, (curadoria de Lala de

Dios), Promotores/org.  Ideias Emergentes_bienal Contextile do lado português e Indigo

Proyectos do lado espanhol, Palacete Santiago/Museu Alberto Sampaio, Garagem Avenida e

Convento St. António dos Capuchos, Guimarães e Pazo da Cultura e FBAP – Sala Universitária

Prof. Manuel Moldes (2025);

- Who Where/Quem onde – obras da Coleção Arte Contemporânea da Lisboa Cultura, no

Espaço Coleção Arte Contemporânea Lisboa Cultura, Lisboa (curadoria de Sara Antónia Matos

e Pedro Faro) (2025);

- inConjunto, Circuitos 2025 – Arte Contemporânea Porto, Rita Gaspar Vieira e Nuno Sousa

Vieira no espaço Neblina, Porto (curadoria de Rita Castro Neves e Daniel Moreira) (2025);

- Da Dobra que chama e traz - obras em papel da coleção Figueiredo Ribeiro, Museu Ibérico

de Arqueologia e Arte de Abrantes, Abrantes, Portugal, curadoria de Ricardo Escarduça e

Catarina Mel (2025);

- Um gesto todos os desenhos, Centro de Artes de Águeda CAA, Portugal, curadoria de João

Silvério (2024-25);

- O múltiple que ocupa o espazo, Grupo de Investiggación Dx5 de la Universidad de Vigo, Pazo

de la Cultura de Pontevedra (2024);

- No Retrovisor (o que as vozes vêem), Colégio das Artes da Universidade de Coimbra,

Coimbra, Portugal, curadoria de António Olaio (2024);

- Artebox - Art Institute in the BAG, Galeria Banco das Artes, Leiria, PT (2023-24);

- Zonas de transição. Obras da coleção da Fundação PLMJ, Torreão Nascente da Cordoaria

Nacional, Lisbon, PT (2023-24);

- De ponta cabeça (Albano Afonso, Sandra Cinto, Rita Gaspar Vieira e Nuno Sousa Vieira),

Ateliê do Rego, Lisboa, PT (2023);

- A prática do infinito pela leitura, Centro Cultural Vila Flor - Centro Internacional das Artes

José de Guimarães, Guimarães, PT (2023);

- Tempo/Destempo, Plataforma Revólver, Lisboa, PT, curadoria Ricardo Escarduça (2022-23);

- O inesperado e esplendoroso Salón (do Rego), Ateliê do Rego, Lisboa, PT, curadoria Sérgio

Fazenda Rodrigues (2022);

- ArtBox, Art Institute, Aeroporto Humberto Delgado, Lisboa, PT (2022);

- Sábado, Consulado Geral de Portugal, São Paulo, BR, curadoria Isabella Lenzi (2022);

- Stone Alive. Uma interpretação cultural das pedras, Portugal–France, Museu Geológico de

Lisboa, PT / Musée de Minéralogie MINES, Paris, FR, curadoria Marta Jecu (2022);

- SEMINÁRIO/seminarium - Curated research- The Academy as medium - Bienal Anozero´21-

22”, Colégio das Artes da Universidade de Coimbra, Coimbra, PT (2022);

- No sonho do homem que sonhava, o sonhado acordou – MNAC – Museu National de Arte

Contemporânea, Lisboa, PT, curadoria Laboratório de Curadoria da Universidade de Coimbra,

Coimbra, PT (2022-21);

- Festa. Fúria. Femina. Obras da Colecção FLAD, Arquipélago – Centro de Arte

Contemporânea de Açores, PT (2022);

- Ponto de união, Museu Fraday do Instituto Superior Técnico, Lisboa, PT (2021);

- Nella Cohorte di de Chirico, Colégio das Artes da Universidade de Coimbra, Coimbra, PT,

curadoria Hugo Barata e António Olaio (2021);

- RWD: A Midsummernight's Dream Rewind, – Gal. Belo Galsterer, Lisboa, Portugal (2021);

- Daí esta escadaria infinita (curadoria Laboratório de Curadoria da Universidade de Coimbra),

Umbigo Lab, (2021);

- Constelações III – uma coreografia de gestos mínimos, Museu-Colecção Berardo, Lisboa, PT,

curadoria Ana Rito and Hugo Barata (2021-20);

- O desenho como pensamento, Centro de Artes de Águeda, Águeda, PT, curadoria Sara

Antónia Matos (2020);

- ProjectoMAP 2010-2020, Mapa ou exposição, Museu-Coleção Berardo, Lisboa, PT, curadoria

Alda Galsterer e Verónica de Mello (2020)

- O Desenho Incerto. Cinco Leituras do Espaço, Colégio das Artes da Universidade de

Coimbra, Coimbra, PT, curadoria Sérgio Fazenda Rodrigues (2020)

- Curatingthedomestic – SaudadeDada (digital exhibition), curadoria Ana Rito e Hugo Barata

(2020);

- Minimum Distance, Kloster Bentlage, Rheine, DE (2020)

- Munsterland Fest., Mnemosyne Project, Kloster Bentlage, Rheine, DE and AKI - Academy of

Art and Design, Enschede, NLD (2019)

- Pensar é guardar, Galeria Banco das Artes e Museu Moinho do Papel, Leiria, PT (2019);

- Intruso, El Saloncito, Madrid, ES, curadoria Isabella Lenzi and Bernardo José de Souza

(2019);

- Studiolo XXI, desenho e afinidades, Fund. Eugénio de Almeida, Évora, PT, cur. Fátima

Lambert (2019);

- Desbravando o Acervo, MACS M. Arte Contemporânea de Sorocaba, Sorocaba, BR (2019);

- Library of Love, CAC Contemplation Room, Cincinnati Contemporary Arts Center,

Cincinnati, U.S.A. (2018);

- Rrevolução! Rosta Reboot, Colégio das Artes, Universidade de Coimbra, Coimbra, PT (2017);

- Coleção da Fundação Portuguesa das Comunicações, Fundação Portuguesa das

Comunicações, Lisboa, PT (2017);

- A Vanguarda Está Em Ti – Coleção Círculo de Artes Plásticas de Coimbra, Ed. Chiado,

Coimbra, PT (2014);

- OPÇÕES E FUTUROS #2 – F. Coleção P.L.M.J., Espaço A.C., Lisboa, PT (2006);

- Por Causa De Ver, Palácio Galveias, Lisboa, PT (2006);

Curadorias (seleção):

- Sonho Manifesto! Em Leiria todas as árvores são Pinheiros. (curadoria Rita Gaspar Vieira e

Sandra Vieira J.) Centro de Artes Villa Portela, em Leiria (2025 - 2026);

- Reveladas ao sol, exp. col. alunos da Licenciatura de Fotografia do IPT, Museu de Leiria

(2025 - 2026);

- Fotografia e Arquivo: o visível e o invisível, exposição coletiva dos alunos da Licenciatura de

Fotografia do IPT, Museu de Leiria (2025);

- New Age Kids – Projeto de vídeo de Pauliana Valente Pimentel no ‘o ateliê à janela’, no Ateliê

do Rego (curadoria Rita Gaspar Vieira e Nuno Sousa Vieira) (2024);

- Fotografia: construção e problematização da memória, exp. col. alunos da Licenciatura de

Fotografia do IPT, Museu de Leiria (2023 – 2024);

- Pelo que não se vê, obras de Nuno Sousa Vieira, no Centro de Arte e Imagem da Galeria do

IPT, em Tomar (2023);

- Hipotenusas, Exp. de António Bolota; Banco das Artes Galeria, em Leiria (2023);

Residências artísticas:

- Residência artística na Fábrica Viarco, São João da Madeira, PT (2019)

- Residência artística Paulo Reis, São Paulo, BR (2018 - 2025)

- Residência artística Kloster Bentlage, Rheine, Alemanha (2019)

Coleções públicas e privadas:

Coleção ‘Livros de Artista e Edição Independente’, Fund. Calouste Gulbenkian; Col. António Cachola, Elvas, PT; Coleção Arte Contemporânea da Lisboa Cultura, Coleção FLAD, Lisboa, PT; Coleção Figueiredo Ribeiro, Abrantes, PT; Coleção Marín Gaspar, Alvito, PT; Coleção Círculo de Artes Plásticas de Coimbra, Coimbra, PT; Coleção PLMJ, Lisboa, PT; Coleção Companhia de Seguros Fidelidade, Lisboa, PT; MACS – Museu de arte contemporânea de Sorocaba, Sorocaba, BR; Fundação Portuguesa das Comunicações, Lisboa, PT; Câmara Municipal de Leiria, Leiria, Portugal.

Obra em espaço público S.P.M. (com Nuno Sousa Vieira), Leiria, PT (2004).

A artista é representada pela Galeria Salgadeiras Arte Contemporânea (Lisboa – PT).

Pilar del Rio

Pilar del Rio

Pilar del Río é jornalista, tradutora e Presidente da Fundação José Saramago. Tradutora para espanhol da obra de José Saramago, tem desempenhado um papel central na sua divulgação internacional.
Entre os títulos traduzidos contam-se Ensaio sobre a Cegueira, Memorial do Convento, O Evangelho segundo Jesus Cristo e Todos os Nomes. Paralelamente, é autora de textos de intervenção e reflexão publicados em diversos meios, afirmando-se como uma voz ativa na defesa da cultura, da democracia e dos direitos humanos.

Maria do Rosário Pedreira

Maria do Rosário Pedreira

Maria do Rosário Pedreira nasceu em Lisboa e é licenciada em Línguas e Literaturas Modernas. Depois de uma breve passagem pelo ensino, ingressou na carreira editorial, dedicando-se à publicação de literatura portuguesa.

Escreveu duas colecções de livros juvenis que foram adaptadas à televisão. Autora de um romance, de um livro de crónicas e de contos dispersos em revistas e antologias, é sobretudo conhecida como poeta, tendo a sua Poesia Reunida sido distinguida com o Prémio da Fundação Inês de Castro. Em 2022, publicou O Meu Corpo Humano, vencedor do Prémio Literário Correntes d’Escritas e do Prémio de Poesia de Oeiras (Consagração), finalista do Prémio PEN de Poesia e nomeado para o Prémio Oceanos, e publicado em Espanha na prestigiada editora Visor. Está traduzida em várias línguas e participou em numerosos encontros em Portugal e no estrangeiro. Trabalha regularmente como letrista, tendo escrito para António Zambujo e Salvador Sobral, bem como para os fadistas Carlos do Carmo, Mísia, Ricardo Ribeiro, Ana Moura, Camané e Aldina Duarte, e tem, desde 2010, um blogue sobre livros e edição. É cronista no jornal A Mensagem de Lisboa.

 

Título da comunicação

«Ganhar e perder um autor»

Resumo

A edição de literatura portuguesa no início do século XXI. A descoberta de novos autores. A novidade do editing. Um autor que chegou por acaso e foi agarrado. Publicar valter hugo mãe. O Prémio Saramago e a popularidade. Perder valter hugo mãe.

Carlos Nogueira

Carlos Nogueira é diretor da Cátedra José Saramago da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e professor de Literatura Comparada e de Literaturas Não Canónicas da Universidade da Beira Interior.

Recebeu o Prémio de Ensaio Vergílio Ferreira (2022), o Prémio de Ensaio Jacinto do Prado Coelho (2019), o Prémio Montepio de Ensaio (2012, 2013 e 2014) e o Prémio Santander de Internacionalização da Produção Científica da FCSH / Universidade Nova de Lisboa (2011, 2012, 2013, 2014.

Título

Valter Hugo Mãe: entre a ferida e a redenção

Resumo

Proponho uma leitura de conjunto da obra de Valter Hugo Mãe, partindo da ideia de que nesta escrita há uma rara combinação entre intensidade poética, imaginação formal, inquietação ética e atenção radical ao outro. Da poesia à literatura para a infância, da crónica autobiográfica ao teatro e, sobretudo, ao romance, destacam-se eixos persistentes: o amor, a fragilidade, a violência, a infância, a alteridade, a natureza e a construção de comunidades improváveis. Ao longo do percurso literário deste autor, ganha relevo a tensão, particularmente fecunda como chave hermenêutica para ler a sua obra, entre o natural e o construído. Trata-se de uma literatura que transforma sofrimento em linguagem, linguagem em conhecimento e conhecimento em cuidado.

 

Fátima Vieira

Fátima Vieira

Fátima Vieira é Professora Catedrática da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, onde leciona no Departamento de Estudos Anglo-Americanos desde 1986, e Vice-Reitora para a Cultura da mesma universidade desde 2018. 
As suas áreas de especialização são os Estudos sobre a Utopia e os Estudos de Tradução Literária. 
Valter Hugo Mãe é um dos seus autores preferidos. Tem aprendido muito com os seus livros.
 
Título
Continuar depois da ferida. Relação e comunidade em três romances de Valter Hugo Mãe
 
Resumo
Partindo de três romances de Valter Hugo Mãe – O filho de mil homens, A máquina de fazer espanhóis e Homens imprudentemente poéticos –, esta intervenção propõe pensar a forma como personagens profundamente vulneráveis procuram, de modos muito diferentes, encontrar lugar no mundo.
Mas que tipo de comunidade é possível quando tudo começa por uma quebra? Pode a relação com o outro transformar a solidão, o luto ou a exclusão? E o que significa, afinal, “continuar”, quando a vida já foi profundamente desorganizada?
Em vez de procurar respostas definitivas, esta leitura convida a olhar para estas narrativas como espaços onde se experimentam formas frágeis — mas persistentes — de ligação, deixando em aberto uma questão essencial: será que, mesmo nas situações mais difíceis, a relação com o outro pode ainda tornar a vida habitável?

Luís Ricardo Duarte

Luís Ricardo Duarte

Nasceu em Lisboa, em 1977, e cresceu em Setúbal, na pré-história dos telemóveis e das redes sociais. Inclinou-se, em criança, para a exploração espacial, mas com a idade passou a procurar outras perspetivas. Licenciou-se em História da Arte na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, tendo aí dirigido o jornal Os Fazedores de Letras. Fez formação complementar em Literatura, ainda na FLUL, e em Jornalismo, no CENJOR. Na Universidade de Coimbra, concluiu a parte curricular do Mestrado em Estudos Clássicos.
O seu ponto de fuga foi a arte, a história e a literatura, bem condensado no jornalismo, que é outra forma de representar o mundo. Gostava de saber andar como os antigos egípcios e de ter a precisão dos pontilhistas. Ainda assim, não se acha nada mal a «pintar a manta». É jornalista do Jornal de Letras, Artes e Ideias desde 2003. Lê para escrever e escreve para ler. Escreveu O Mundo Fantástico da Arte através dos Tempos para partilhar a emoção que sente diante de uma obra de arte.

António Manso

António Manso

António Manso é docente do ensino superior e investigador na área das tecnologias aplicadas à educação. A sua atividade tem-se centrado na inovação pedagógica, na formação de professores e na integração de ferramentas digitais no ensino.
É autor e coautor de diversas publicações científicas e pedagógicas, nomeadamente em atas de conferências e revistas especializadas, com enfoque na modernização dos processos de ensino e aprendizagem.

Arlindo Oliveira

Arlindo Oliveira

Arlindo Oliveira nasceu em Angola e viveu em Moçambique, Portugal, Suíça, Estados Unidos (Califórnia, Massachusetts e Maryland), Japão e China (Macau). Licenciou-se em Engenharia Electrotécnica e de Computadores pelo Instituto Superior Técnico (IST) e doutorou-se na mesma área pela Universidade da Califórnia em Berkeley, com uma bolsa Fulbright. Foi professor convidado do MIT e investigador do INESC, do CERN, do Electronics Research Laboratory da UC Berkeley, dos Berkeley Cadence Laboratories e da Universidade de Tóquio. Foi membro do Conselho Nacional de Ciência Tecnologia e Inovação e do Conselho Consultivo do Painel de Ciência e Tecnologia do Parlamento Europeu (STOA). É professor distinto do IST, presidente do INESC, professor convidado da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau, administrador não executivo da Caixa Geral de Depósitos e investigador do INESC-ID. Publicou cinco livros, traduzidos em diversas línguas, e centenas de artigos científicos em revistas e conferências internacionais da especialidade, nas áreas dos algoritmos, inteligência artificial, aprendizagem automática, bioinformática e arquitectura de computadores. É membro da Academia das Ciências de Lisboa, da Academia da Engenharia, do IEEE e da ACM. Foi administrador de diversas empresas e instituições, assim como presidente do Instituto Superior Técnico, do INESC-ID e da Associação Portuguesa para a Inteligência Artificial. Foi membro do Conselho Nacional de Ciência Tecnologia e Inovação e do Conselho Consultivo do Painel de Ciência e Tecnologia do Parlamento Europeu (STOA). Recebeu diversos prémios e distinções, entre os quais o prémio Universidade Técnica de Lisboa/Santander por excelência na investigação, o prémio de carreira da GALP/Academia da Engenharia e o Prémio Carreira da ACEPI. Nos seus (limitados) tempos livres gosta de esquiar, fazer caminhadas, jogar xadrez e ténis, e também de especular sobre o futuro da humanidade.

Títúlo da comunicação

Inteligência Artificial: Aplicações, Implicações, Especulações

Resumo

Os avanços recentes nos domínios da Inteligência Artificial (IA) e da aprendizagem automática estão a encontrar inúmeras aplicações em marketing, vendas, saúde, finanças, educação, transportes, logística, design e até na investigação científica. Num futuro próximo, é possível que sistemas baseados em IA substituam uma parte significativa dos trabalhadores humanos em muitas funções e profissões. A aprendizagem profunda, em particular, está a permitir-nos enfrentar novos desafios na visão por computador e no processamento de língua, com múltiplas aplicações na análise de dados e na automação. Resultados recentes obtidos com modelos de linguagem e visão baseados em transformadores, redes neuronais convolucionais, aprendizagem por reforço profunda e difusão inversa trouxeram este tema para o centro da atenção pública e terão, sem dúvida, impactos práticos, sociais e filosóficos significativos num futuro próximo. 

Os mais recentes sistemas combinam modelos de última geração com engenharia de contexto e com capacidades de raciocínio e agência, atingindo – ou mesmo ultrapassando – o desempenho humano em muitas tarefas. Muitas empresas têm agora como objetivo declarado o desenvolvimento de uma Inteligência Artificial Geral (AGI), criando a possibilidade do aparecimento de sistemas potencialmente tão inteligentes como os seres humanos. Se estas perspetivas se concretizarem, quais serão as implicações sociais, legais e éticas?

Alexandre Castro Caldas

Alexandre Castro Caldas

Alexandre Castro Caldas nasceu em Lisboa em 1948, mas tem uma ligação de família aos Arcos, que muito preza. Licenciou-se, Doutorou-se e Agregou-se na Faculdade de Medicina de Lisboa onde foi Professor Catedrático de Neurologia e Diretor do Serviço de Neurologia do Hospital de Santa Maria até 2004. Nessa altura, por convite do Reitor da Universidade Católica, organizou nessa Universidade o Instituto de Ciências da Saúde que seria o embrião da atual Faculdade de Medicina e da Faculdade de Ciências da Saúde e de Enfermagem. Foi Presidente do Colégio de Neurologia da Ordem dos Médicos e membro de inúmeras sociedades nacionais e internacionais, tendo presidido à Sociedade Portuguesa de Neurologia e à International Neuropsychological Society. É membro da Academia das Ciências de Lisboa e da Academia Portuguesa de Medicina. Publicou cerca de 200 trabalhos em revistas nacionais e internacionais e 10 livros. Recebeu o Grande Prémio Bial de Medicina e o Distinguished Career Award da International Neuropsychological Society. Hoje mantem-se Professor Catedrático da Faculdade de Medicina da Universidade Católica.

 

Título

Inteligência vital estupidez artificial

Resumo

Na literatura encontram-se dezenas de diferentes definições de inteligência que correspondem também a diversos conceitos. 

Entendo a inteligência como um atributo próprio de qualquer forma de vida. Este fenómeno descreve-se tanto em plantas como animais e não é um atribu o próprio dos humanos. Destina-se fundamentalmente à adaptação dos seres vivos ao ambiente que os rodeia com o sentido da sobrevivência e da preservação da espécie. O que é descrito como inteligência artificial diz respeito a operações que simulam uma parcela das operações mentais dos humanos, mas que não são mais do auxiliares. Não são estupidez porque não são inteligência.

José Borbinha

José Borbinha

José Borbinha é Professor Catedrático de Engenharia Informática no Instituto Superior Técnico, Universidade de Lisboa, e coordenador da Linha de Ação Transformação Digital e Sociedade no INESC-ID. O seu trabalho articula duas grandes linhas, a análise de problemas e o desenho de soluções de sistemas de informação, e a gestão de informação (áreas em que tem desenvolvido atividade académica internacionalmente, nomeadamente através da liderança de projetos e organização de conferências de referência). Tem explorado estas linhas em desafios com realce para o papel da informação como infraestrutura de memória, prova e confiança em organizações, com aplicação em bibliotecas digitais, arquivos, e outros contextos institucionais. Nesse âmbito, foi Diretor dos Serviços de Inovação e Desenvolvimento da Biblioteca Nacional, onde lançou a Iniciativa da Biblioteca Nacional Digital, participou em iniciativas internacionais como por exemplo a Dublin Core Metadata Initiative, Europeana, EuDML e e-ARK/eArchiving, tendo ainda sido consultor do Arquivo do Secretariado das Nações Unidas. José Borbinha é membro da BAD.

Título

E Agora? IA Generativa, Memória, Prova e Confiança...

Resumo

A inteligência artificial generativa está a transformar a forma como a informação é produzida, pesquisada e validada. Mas quanto mais fácil se torna informar, ser (ou parecer) informado, mais difícil pode tornar-se confiar na informação. Os conceitos que herdámos (documento, fonte, autoria, memória, prova, factos...) bastam ainda para descrever o que aí vem? Que novos papéis poderão emergir desta realidade? E as bibliotecas e arquivos neste cenário?

José Manuel Alho

José Manuel Alho

José Manuel Pereira Alho, biólogo, exerce o cargo de Vice-presidente da Comissão de Coordenação e do Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo. 

Desenvolveu atividade como dirigente em diversas áreas protegidas, (Diretor Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, Diretor da Reserva Natural do Paúl de Boquilobo, Diretor Adjunto do Departamento de Áreas Classificadas de Lisboa e Litoral Oeste, Vogal do Conselho Diretivo da Paisagem Protegida da Serra de Montejunto), foi Presidente e Vice-Presidente do Instituto de Promoção Ambiental , Diretor Regional das Florestas de Lisboa e Vale do Tejo e vogal do Conselho de Administração da Fundação INATEL com as áreas do Turismo, Hotelaria, Intervenção Social e Sustentabilidade.

Manteve atividade profissional na área do ambiente como professor convidado na ESTG, no Instituto Politécnico de Leiria e no Instituto Politécnico de Tomar a par com alguma atividade editorial neste domínio

Membro efetivo da Ordem dos Biólogos, especialista em ambiente pertenceu à sua Direção Nacional e ao seu Conselho Deontológico e Profissional e atualmente é Vice-Presidente da Assembleia Geral.

Foi dirigente da Quercus como Presidente do Núcleo Regional da Estremadura e Ribatejo e Vice-Presidente da Direção Nacional. Presidiu à Direção Nacional da Liga para a Protecção da Natureza.

Desempenhou os cargos autárquicos de vereador e vice-presidente da Câmara Municipal de Ourém e presidente de conselho de administração no setor empresarial local desse município, foi membro da sua Assembleia Municipal e da Assembleia da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo.

Exerce os cargos de Presidente da Assembleia Geral da Liga Para a Protecção da Natureza e da AG da Associação do Centro Ciência Viva do Alviela.

Título da comunicação

O Maciço Calcário Estremenho: geomorfologia, biodiversidade, território e desenvolvimento

Resumo

Entre o natural e o construído é o tema que nos une nesta edição de 2026 do bibliotecando , razão pela qual escolhi uma área protegida para aqui refletir sobre essa ligação.

As Áreas Protegidas são territórios demonstrativos duma relação de equilíbrio construída entre o Homem e a Natureza ao longo de séculos.

A sua existência e o seu futuro dependem da capacidade do Homem proteger os valores naturais e da implementação de modelos de desenvolvimento que preservem e potenciem os valores culturais e identitários das comunidades aí residentes, conferindo-lhes uma qualidade de vida que equipare a outros territórios ditos mais desenvolvidos nos domínios do desenvolvimento económico e social.

Na nossa região temos o Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros como referência, razão pela qual o escolhi para protagonista desta reflexão enquanto território que tem de ser um desafio para a concretização dos desígnios da sustentabilidade que harmonizem os valores naturais e culturais, a vida e expetativas das pessoas e o desenvolvimento económico

 

 

Luísa Schmidt

Luísa Schmidt

Luísa Schmidt: socióloga e investigadora coordenadora do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Faz parte da equipa que introduziu a Sociologia do Ambiente em Portugal, tanto na investigação, como no ensino, como na articulação entre Academia e Sociedade. Coordena e/ou integra vários projetos de investigação nacionais e internacionais sobre as dimensões e impactos sociais dos problemas de ambiente e das alterações climáticas, bem como sobre a análise e avaliação das respetivas políticas públicas.

Integra a Comissão Científica do Programa Doutoral em "Alterações Climáticas e Políticas de Desenvolvimento Sustentável". É membro do CNADS (Conselho Nacional do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável) e do EEAC - European Environment and Sustainable Development Advisory Council. Último livro: “50 Anos de Políticas Ambientais em Portugal – Da Conferência de Estocolmo à atualidade” (org) (2023), Porto: Ed. Afrontamento.

Colunista regular do Jornal Água e Ambiente desde 2020; e também do Jornal Expresso sobre questões ambientais desde 1990.

ORCID: http://orcid.org/0000-0002-7449-8636

Sandra Cardoso

Sandra Cardoso

Atualmente a gerir a Academia do Plano Nacional das Artes, é Professora do grupo 300 desde 1994, Formadora acreditada pelo CCPFC de Professores desde 2006 e foi Consultora de Formação entre 2013 e 2025.
Tem pós-graduação em Supervisão Pedagógica e em Gestão e Organização Escolar, mestrado em Ensino e doutoramento em Desenvolvimento Profissional Docente: ("Desenho e Inovação em Formação").
Esteve envolvida em diversos projetos ministeriais, desde 2015 a esta parte, como: o Programa Nacional de Promoção do Sucesso Escolar, o Projeto de Autonomia e Flexibilidade Curricular, o Projeto Monitorização Acompanhamento e Investigação em Avaliação, o Projeto Coopera Escola+ 21I24, o Plano Nacional das Artes.
É autora e coautora de diversas publicações, principalmente, no âmbito da Avaliação e Diferenciação Pedagógicas, Educação Inclusiva e Monitorização e Avaliação de Projetos Educativos.
 
Título
Os territórios “Formação Contínua de Professores” e “Escola do Presente”: possíveis diálogos e (des)construções no âmbito da Academia PNA

Francisco Sobral do Rosário

Francisco Sobral do Rosário

Francisco Sobral do Rosário é médico endocrinologista. Trabalha no Hospital da Luz desde 2007, onde coordena o Centro Multidisciplinar de Diabetes desde 2014 e o Serviço de Endocrinologia desde 2017. Trabalha na Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal desde 2004. Trabalhou no Instituto Português de Oncologia, Centro de Lisboa (entre 2000 e 2008).

Interessa-se pela Narrativa em Medicina, em particular na área da Diabetes e Doença Crónica. Autor de um livro de contos "Nem de um tipo nem de outro - contos com diabéticos", Lisboa, Lusociência (2009) e organizador do livro "A pintura de Josefa de Óbidos na cozinha da diabetes", Lisboa, Colibri (2013). Autor dos livros de poesia Invisíveis as linhas (2023) e Sem Resposta (2025).

É co-autor em outros livros na área de Diabetes e Doença Crónica. Foi representante eleito por Portugal no Diabetes Education Study Group (DESG) da European Association for the Study of Diabetes (EASD) (2011-2014). É investigador no Projecto Narrativa e Medicina da Faculdade de Letras de Lisboa.

É autor de comunicações científicas em Reuniões Científicas nacionais e internacionais. É autor de artigos científicos em Revistas indexadas nacionais e internacionais. Pertence ao Conselho Editorial da Revista Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo.

Daniel Moreira e Rita Castro Neves

Daniel Moreira e Rita Castro Neves

Daniel Moreira e Rita Castro Neves vivem e trabalham entre o Porto e a Beira Alta. Daniel Moreira é licenciado em Arquitectura, iniciando em 2000 um percurso multidisciplinar entre a arquitectura e as artes plásticas. Rita Castro Neves, após terminar o Curso Avançado de Fotografia do Ar.Co em Lisboa e o Master in Fine Art da Slade School of Fine Art de Londres, inicia uma atividade artística regular, de docência e de curadoria.

Com percursos artísticos separados, começam a trabalhar em colaboração em 2015, iniciando um projeto longo a partir da natureza, em que refletem com o desenho, a fotografia, o som, o vídeo e a performance, sobre colaboração artística, diferentes técnicas e culturas artísticas, território, ciência, escala e percurso. O seu trabalho, influenciado pelo pensamento animista, parte muitas vezes do lugar em que se encontram. Atentos às possibilidades das matérias, encontram soluções simples, mesmo para resultados complexos e de larga escala, que são frequentemente devedoras dos saberes tradicionais e populares.

Em 2020 terminam o projeto de recuperação da Escola de Macieira, uma antiga escola primária do Plano dos Centenários na Serra de São Macário, na Beira Alta, para aí iniciarem um projeto de reflexão sobre cultura serrana, a natureza e o rural, e logo pela ecologia, a biopolítica e a preservação ambiental.

No seu estúdio no Porto desenvolvem desde 2021 o projeto de arte postal Caixa de Correio.

Em 2022 publicam Arquivos de Bouça Fria com a Editora Museu da Paisagem, em 2023 o Breu pela Stolen Books / A Oficina, em 2025 publicam com a Documenta / Sistema Solar o livro Faca na Pedra Olho Solar, tendo também realizado a iconografia para a edição portuguesa de O Prazer no Desenho de Jean-Luc Nancy, editora Documenta / Sistema Solar / Fundação Carmona e Costa (2022).

www.danielmoreira.net | www.ritacastroneves.com | www.escolademacieira.com

www.outracoisa.escolademacieira.com | www.caixadecorreio.danielmoreira-ritacastroneves.com

Rui Couceiro

Rui Couceiro

Rui Couceiro nasceu no Porto, em 1984. Trabalhou no meio editorial durante duas décadas, primeiro como assessor de comunicação da Porto Editora e mais tarde como editor da Bertrand, onde criou e dirigiu durante dez anos a chancela Contraponto. Atualmente, encontra-se a comissariar o evento literário e cultural BABELL, promovido pela Fundação Livraria Lello, com o apoio da Câmara Municipal do Porto. É membro do Conselho Cultural da Fundação Eça de Queiroz e colabora com a revista Visão. Como autor, publicou, em 2022, o seu primeiro romance, Baiôa sem Data para Morrer, distinguido com o Prémio Literário Manuel de Boaventura nesse ano e finalista do Prémio Pen Club Português no ano seguinte. Em 2024, lançou o seu segundo romance, Morro da Pena Ventosa, que obteve idêntico reconhecimento dos leitores e da crítica. Em 2026, publicou A Mais Bela Maldição, um conjunto de histórias reais de gente apaixonada por livros.

José Gardeazabal

José Gardeazabal

José Gardeazabal é escritor e académico, distinguido com o Prémio INCM/Vasco Graça Moura pelo seu primeiro livro de poesia, História do Século Vinte (2015).
É autor de uma obra literária reconhecida, publicada na Companhia das Letras, que inclui os romances Meio Homem Metade Baleia (2018), A Melhor Máquina Viva (2020), Quarentena — Uma História de Amor (2021), Quando Éramos Peixes (2022), A Mãe e o Crocodilo (2023), Origami (2024) e Mulher no Espaço (2026), vários deles finalistas de importantes prémios literários.

Agrupamento de Escolas Nuno de Santa Maria

http://www.aensm.pt

Agrupamento de Escolas Templários

https://www.aet.pt/

Câmara Municipal de Tomar

https://www.cm-tomar.pt/

Centro de Formação ‘’Os Templários’’

https://cftemplarios.com/

Centro Nacional de Cultura

https://www.cnc.pt/

Instituto Politécnico de Tomar

https://www.ipt.pt/

Rede de Bibliotecas Escolares

https://www.rbe.mec.pt/np4/home.html

Centro de Tecnologia, Restauro e Valorização das Artes (TECHN&ART)

http://www.techneart.ipt.pt/tecnart/

Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT)

https://www.fct.pt

Plano Nacional das Artes

https://www.pna.gov.pt/

Centros e Periferias: Um diálogo necessário

Edição de 2025

http://www.bibliotecandoemtomar.ipt.pt/2025

Da hostilidade à hospitalidade: um caminho de paz

Edição de 2024

http://www.bibliotecandoemtomar.ipt.pt/2024/

Margem e Caminho – Leituras da Fronteira

Edição de 2023

http://www.bibliotecandoemtomar.ipt.pt/2023/

Memória, Esquecimento e Inovação: Leituras de sempre

Edição de 2019

http://www.bibliotecandoemtomar.ipt.pt/2019/

Ética & Estética: leituras possíveis

Edição de 2018

http://www.bibliotecandoemtomar.ipt.pt/2018/

Utopias & Distopias: leituras das de ontem e de hoje

Edição de 2017

http://www.bibliotecandoemtomar.ipt.pt/2017/

Bibliotecando em Tomar

Edição de 2016

http://www.bibliotecandoemtomar.ipt.pt/2016/

LEITURAS DE ABRIL

Edição de 2015

http://www.bibliotecandoemtomar.ipt.pt/2015/

Leituras de lendas e mitos

Edição de 2014

http://www.bibliotecandoemtomar.ipt.pt/2014/

Das leituras de viagem e das viagens das leituras

Edição de 2013

http://www.bibliotecandoemtomar.ipt.pt/2013

Identidade e alteridade

Edição de 2012

http://www.bibliotecandoemtomar.ipt.pt/2012/

Leituras Lusófonas

Edição de 2011

http://bibliotecando2011.blogspot.com

Encontro de Reflexão

Edição de 2010

https://sites.google.com/site/bibliotecandoemtomar/