Roberto Roncón

Nota Biográfica

· Nascido no Porto no dia 17 de agosto de 1977
· Casado com três filhos
· Licenciatura em Medicina pela Faculdade de Medicina do Porto (FMUP)
· Especialidade em Medicina Interna e subespecialidade em Medicina Intensiva
· Estágio no Laboratório de Cardiologia Molecular da Faculdade de Medicina Georg-August (Göttingen, Alemanha)
· Doutoramento em Medicina pela FMUP
· Estágio clínico de oxigenação por membrana extracorporal (ECMO) no Hospital Universitário de Ratisbona (Alemanha)
· Centro de Referência de ECMO do Centro Hospitalar e Universitário de São João (CHUSJ)
· Diretor Clínico do CHUSJ

Resumo da comunicação

A revolução tecnológica das últimas décadas alterou profundamente a prática médica. Outrora tida como uma arte, a medicina é hoje encarada como uma ciência de diagnósticos, prognósticos e tratamentos. As ‘novas tecnologias’ passaram a fazer parte integrante de toda a prática médica, desde os biossensores, à sequenciação do genoma humano, à cirurgia robótica, aos sistemas de informação digital e de inteligência artificial, à telemedicina, até às máquinas de suporte orgânico artificial.

Esta ‘explosão tecnológica’ permitiu avanços significativos no tratamento de muitas doenças e o rápido aumento da esperança média de vida. Paralelamente, surgiram desafios éticos decorrentes dos novos limites de intervenção e do aumento exponencial dos gastos em saúde, numa população cada vez mais envelhecida e com maior ‘carga de doença’. Tornou-se, assim, urgente ‘dar um sentido’ a esta tecnologia.

Durante a minha breve apresentação irei partilhar a minha experiência de mais de uma década nos cuidados intensivos, passada entre duas pandemias e com muitas máquinas, monitores e alarmes. Irei tentar, recorrendo a retratos do meu dia-a-dia na unidade, apresentar um singelo contributo para uma medicina pós-tecnológica.

 

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